"Campeão de tudo", capixaba Sandro Hoffmann é imbatível no Brasil
Piloto natural de Venda Nova do Imigrante está entre os melhores do mundo; Título invicto do Piocerá é exclusivo no Brasil
O piloto de enduro de regularidade Sandro Hoffmann iniciou sua trajetória no sertão, subiu e desceu serras, venceu a caatinga, superou o forte calor e terminou à beira mar. Tudo isso em apenas quatro dias de competição no Rally Piocerá 2017, um dos eventos off-road mais tradicionais do país, que teve sua 30ª edição encerrada no último sábado. Referência quando o assunto é velocidade, o capixaba venceu todas as oito etapas do torneio e alcançou uma marca inédita.

“Foram provas duras, bastante desgastantes. Eu sai pilotando do Piauí e fui até ao Ceará em provas diárias com pouco tempo de descanso, o que já demonstra que é fundamental ter um ótimo preparo físico e emocional. Tive o prazer de correr com a moto KTM pela primeira vez e gostei bastante. Consegui me adaptar rápido”, relatou.
Sobre o futuro, o piloto que corre desde 1994 diz que não pensa em parar. Não sabe nem até quando pretende correr o Brasil e o Mundo em cima da moto: “Isso deixo nas mãos de Deus. Tenho tempo ainda”.

Eleito o melhor competidor brasileiro da categoria Over 40 e apontado como um dos melhores do mundo, Sandro Hoffmann é multicampeão de rali. Com 46 anos, o piloto soma mais de 40 títulos nacionais. E lembra que já passou maus bocados nas provas Brasil adentro. Mas nem por isso pensou em desistir da carreira.
“É algo que o piloto precisa conviver, não tem jeito e nem para onde fugir. As dores no corpo precisam ser bem tratadas para traumas permanentes não abalarem o piloto. Quem escolhe essa profissão não pode reclamar de sofrimento, pois é algo que precisamos lidar sempre. Depois se torna até prazeroso sofrer”, brincou Sandro.
Objetivos seguintes
Experiente, mas com ânimo e saúde de menino, Sandro Hoffmann projeta uma temporada 2017 recheada de disputas emocionantes e títulos. O primeiro desafio será o Campeonato Brasileiro da modalidade, quando ele terá pela frente oito etapas. Ao final das provas, o atleta melhor pontuado leva o prêmio.
“Diferente dos anos anteriores, que o grande campeão era conhecido por quantas etapas ele tinha vencido, agora a classificação será por soma de pontos, ou seja, chegar em 2º ou 3º pode fazer com que o piloto acumule pontos. E, por outro lado, se eu ficar de fora de uma prova sequer, seria bem prejudicado”.
Além disso, Sandro Hoffmann pretende também dar prosseguimento ao seu projeto de reparação de motos que, por enquanto, tem poucos clientes, porque se for anunciado, o piloto precisará “contratar muitos ajudantes”.
“Sou bastante conhecido lá em Venda Nova, abri uma loja e vai bombar”.